O Rock e a Discriminação – Final

Este é o final de uma saga. Se ainda não a conhece, veja O Rock e a Discriminação e O Rock e a Discriminação – Parte 2.

No quesito letra, a maioria das baladas de rock das bandas internacionais que embalaram e embalam muitos romances aqui são vazias e repetitivas, sem criatividade, com clichês infinitos, refrões intermináveis e sem nexo quando traduzidas. Nem o nosso rock escapa. Há bandas que fazem o maior sucesso entre os adolescentes (principalmente as meninas) cantando apenas músicas sobre a famosa dor-de-cotovelo, amores não correspondidos, traições e coisas do coração. Esses temas também são abordados incessantemente pelo Pagode, contudo na maior parte das vezes com muito mais qualidade. Não seria difícil pegar as letras de bandas como CPM 22, NX Zero, Hateen e Strike e transformá-las em Pagode. Agora vá perguntar o que os “roqueiros” acham do Pagode? Se você não apanhar, dê graças À Deus!

Não tenho preconceito contra nenhum estilo ou ritmo, mas é claro que tenho minhas preferências, assim como todo mundo. Apesar disso, consigo ver as coisas boas de quase todas as músicas que ouço, independente de ser Metal, Axé, Pagode, Funk, Forró, Calipso, Emo ou outra coisa qualquer. Ou seja, procuro ouvir de tudo. Não sou dono da verdade. Mesmo!

Cumequeé

"O que pensa que eu sou? Se não sou o que pensou..." - Num entendi.

Nem sou crítico ou coisa assim. Aliás, eu odeio críticos, pois eles nunca são idôneos e impessoais. Não há como estabelecer regras sobre o que é bom ou o que é ruim. Isso vai variar com o gosto e a preferência de cada um. Se o que te faz bem é ouvir Djavu, então pra você a banda é boa, não importa o que os “críticos” digam. E não é para importar mesmo! Tudo que escrevi aqui é para que você leitor possa estar mais aberto (no bom sentido) a outras coisas, não só musicalmente falando. Certamente há exceções em tudo o que foi dito aqui, pois nem todo “roqueiro” é como eu descrevi. Minha intenção é provocar, causar polêmica e discussão, pois esses são temas controversos, que cutucam egos, princípios, posturas e atitudes. Não tenham vergonha do seu gosto musical. E daí se você gosta de Cine, Beyoncé, Rick Martin ou Sampa Crew? Eu mesmo sou fã de Pagode e Funk dos anos 90, principalmente do Grupo Molejo, que me diverte e me faz sentir muito bem. E não estou nem aí pro que os outros acham disso!

Não tenham PREconceito, tenham CONCEITO!

I’ll Be Back!!!

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Sobre Sebastian Saleh

Um cara desiludido por acontecerem e não acontecerem algumas coisas em sua vida. Às vezes sai algo relevante de sua mente!
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3 respostas para O Rock e a Discriminação – Final

  1. Erick Patrick disse:

    Ainda bem que é a maioria, porque tem umas que, apesar de parecer não ter sentido, mas se for procurar nas entrelinhas, veremos muitas e muitas críticas!

    Sim, a pessoa deve gostar da música e não se impor limites e preconceitos, ouvir o que lhe for mais agradavel. Eu mesmo já fui um pouco abtolado (tá, muito abitolado) e praticamente só ouvia rock e derivados… Mas passei a ouvir muita coisa diferente, pagode e samba de raiz, blues, jazz, mpb, algmas bandas pop brasileiras e fui filtrando o que me era bom e até hoje escuto!

    Boa conclusão, traga outros texto mais, cara! Estou esperando! Fui!

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  2. Jagunço disse:

    Tá. Deixa eu discordar. Só por um instante?… :)

    Será mesmo que “gosto não se discute”? Quer dizer… até onde o “cada um gosta do que quer” é uma opção válida e práticavel? Estou só pensando aqui o que, invariavelmente, penso vez ou outra.

    Relativizar é uma forma séria e bacana de demonstrar respeito pelo outro. A gente relativiza pra evitar uma discussão ou para conviver com o diferente. Mas nem sempre dá, não é?

    Se há uma coisa realmente difícil de teorizar é música. Música, em termos de melodia é algo irracional, sobrenatural, me atrevo a achar. Mas letra não. Letra envolve discurso, idéia desenhada, comunicado. Aí, nessa hora, quando cai aquele funk excrachado, aquela canção sofrível e pseudoromântica sobre as mesmas coisas que clássicos do passado escreveram, me vem a pergunta “o cara não pensou, não olhou pra trás, antes de escrever?”.

    Gosto de Geraldo Azevedo, Luis Gonzaga, Cazuza, Adriana Calcanhoto, Alceu Valença, Caetano (o antigo). Cresci ouvindo Renato Russo, Paralamas e me pego curtindo um Raul Seixas… e aí ouço alguma letra de forró ou funk, que canta o quanto é legal dar porrada, passar “chifre”, beber até cair todos os dias, etc… Elas falam, realmente sobre coisas válidas? Não tem ali banalização, eventual desrespeito, coisas enfiadas para vender CD? Moralismo? Será? O que pergunto é “A fila anda” do Leonardo é uma poesia sobre o relacionamento moderno? Se for… “Uhu”.

    Não me levem a mal, ok? Não sou nazista. Só queria conversar sobre a parte mais difícil.
    Abração.

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    • Juca 999 disse:

      Discutir ponto de vista técnico e gosto pessoal é uma tarefa das mais difíceis. Como letrista – posso me chamar assim mesmo sendo desconhecido – prefiro jogo de palavras e coisas que gerem abstração, inquietação. Mas pense: qual é a intenção real de quem escreve dezenas de letras sobre os pontos cardeais (em baixo, em baixo, em cima, em cima…)? Acho que é só pra completar o ritmo, criar uma dança rebolativa. Isso não é necessariamente ruim. Se você gosta de música pela batida, dança e empolgação, nada de mal; terá uma overdose de tédio ouvindo música erudita, que é muito rica.
      Cada um gosta do que quiser, mas o cara que toca o CD do Djavu 3 vezes seguidas na minha rua precisa variar!

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